O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), está agendado para se reunir com prefeitos de São Paulo na próxima sexta-feira, dia 16, em Hortolândia, uma cidade na região de Campinas. O principal objetivo desse encontro é ampliar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida do segundo turno das eleições.
A ideia do encontro partiu do ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), e não se limita apenas a líderes do Partido dos Trabalhadores. O evento visa reunir representantes de diversos partidos, incluindo gestores que estão na base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Flávio Bolsonaro (PL).
Prefeitos, vice-prefeitos e vereadores também estão convidados, o que demonstra uma estratégia abrangente para consolidar alianças políticas.
A iniciativa reflete um movimento da campanha petista para aumentar a participação de Alckmin nesta fase decisiva. Durante o primeiro turno, o vice-presidente permaneceu em segundo plano, mas agora sua presença é julgado como crucial para atrair o eleitorado do centro e recuperar votos em São Paulo, onde ele já foi governador por quatro mandatos.
Os aliados acreditam que os laços pré-existentes de Alckmin com as lideranças políticas podem abrir portas entre os eleitores que, historicamente, apoiam partidos diferentes, inclusive os de direita. A estratégia tem sido apresentada por meio de um discurso que contrapõe o apoio a Lula como uma união contra o que definem como bolsonarismo.
No domingo, dia 11, durante um evento em apoio a Lula na Avenida Paulista, Alckmin fez um discurso que se utilizou da rica história paulista para reforçar sua posição.
Ele afirmou que “São Paulo não quer ditadura” e lembrou os estudantes que morreram na ditadura militar, como Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Esses jovens foram mortos em um confronto em 23 de maio de 1932, em um episódio que antecedeu a Revolução Constitucionalista, um marco importante na história do Brasil e da luta pela democracia.
Alckmin destacou que São Paulo “deu a vida pela Constituição” e reiterou que ninguém tem o direito de rasgar a Carta Magna.
A reunião em Hortolândia, marcada para ocorrer às 17h no 101 Hall, é vista como um evento de destaque na disputa pela adesão das lideranças municipais. A concorrência aumentou depois que Flávio Bolsonaro, durante seu evento no domingo, reuniu prefeitos e vereadores da Região Metropolitana de São Paulo, junto com Tarcísio e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).
Essa dinâmica evidencia a importância das lideranças municipais na batalha eleitoral e a luta entre os dois candidatos por apoio e reconhecimento nas cidades.

