Uma nova pesquisa realizada pela Futura/100% Cidades, e divulgada nesta terça-feira, 11, aponta para um cenário alarmante de desaprovação entre os eleitores brasileiros em relação ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o levantamento, 62,4% dos eleitores desaprovam a atuação do Congresso, enquanto apenas 26,1% a aprovam. Esta insatisfação se reflete em um contexto de crescente desconfiança nas instituições, que afeta a vida política e social do país.
O cenário não é melhor para o STF. A pesquisa revelou que 52,1% dos entrevistados desaprovam as decisões e a atuação da Corte, que tem sido alvo de críticas em variados setores da sociedade. A aprovação da atuação do STF fica em 36,3%, com 11,6% dos entrevistados optando por não responder.
Esta insatisfação crescente é um reflexo de tensões políticas e judiciais que o Brasil tem enfrentado, especialmente nos últimos anos.
A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 7 de agosto de 2023, envolvendo 2 mil eleitores com 16 anos ou mais. As entrevistas foram feitas por telefone em 690 cidades e contaram com uma margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, oferecendo um nível de confiança de 95%.
Este tipo de levantamento é crucial para compreender a opinião pública e pode indicar possíveis tendências eleitorais e sociais.
O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08109/2026, garantindo a transparência e a confiabilidade dos dados apresentados.
Comparando com dados de levantamentos anteriores, observa-se uma tendência de desaprovação que se acentua frente à atuação do Congresso.
Em julho, 61,4% dos entrevistados já desaprovavam os trabalhos dos parlamentares, e este percentual aumentou para 62,4% em agosto. Em contraste, aqueles que aprovavam a atuação do Legislativo registraram uma leve queda, passando de 26,2% para 26,1%.
A diferença entre a desaprovação e aprovação do Congresso é de impressionantes 36,3 pontos porcentuais, refletindo um descontentamento generalizado com as ações dos parlamentares.
No caso do STF, a desaprovação supera a aprovação em 15,8 pontos porcentuais, o que é indicativo de um crescente clamor por reformas estruturais no sistema judiciário brasileiro.
Esses resultados levantam importantes questionamentos sobre a confiança nas instituições democráticas do Brasil. A falta de aprovação no trabalho do Congresso e do STF pode impactar a participação cívica da população, além de refletir um cenário onde os cidadãos se sentem cada vez mais distantes e desconectados de seus representantes.
Em tempos de crise, a insatisfação das pessoas com suas instituições políticas é um fator que não pode ser ignorado. Esta desaprovação pode impulsionar movimentos sociais e ações que busquem uma maior accountability (responsabilidade) dos poderes constituídos.
A pesquisa também se insere em um contexto mais amplo de debate sobre a corrupção e a moralidade política, temas que têm dominado a pauta pública nos últimos anos.
Como mencionado na reportagem de Rachel Díaz, “Os bilhões da corrupção”, veiculada na Edição 334 da Revista Oeste, a percepção de falta de ética nas esferas de poder é um fator que contribui para essa atmosfera de desaprovação.
Em conclusão, os resultados desta pesquisa não são apenas números; eles revelam um retrato da insatisfação de um povo que busca mudanças e espera mais de seus representantes. Com a crescente desaprovação, o Congresso e o STF enfrentam um chamado urgente para se reconectar com a sociedade e restaurar a confiança do eleitorado.