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Empresário condenado a 17 anos por acidente fatal em SP

Condenação severa após acidente trágico

Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, um mês e dez dias de prisão pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, além das lesões causadas a um amigo que estava no Porsche que Sastre conduzia. O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, e a sentença foi anunciada na madrugada de 30 de outubro de 2026, após dois dias de intensa avaliação pelo júri.

A decisão estipulou que Sastre deve cumprir a pena em regime fechado e também o impede de dirigir veículos automotores, uma medida que reforça a gravidade da infração. A defesa do empresário não foi localizada para comentários até o fechamento deste artigo.

Detalhes do acidente

O acidente ocorreu na Avenida Salim Farah Maluf, quando Sastre atingiu a traseira do Renault Sandero de Viana. Relatórios da perícia revelaram que o Porsche estava a 156 km/h, mais de três vezes acima do limite permitido de 50 km/h na via. Apontado por traumatismo cranioencefálico, o motorista de aplicativo foi socorrido, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Na ocasião, Sastre estava acompanhado de Marcus Vinícius Machado Rocha, seu amigo que sofreu ferimentos graves e necessitou de uma cirurgia para a retirada do baço, complementando o quadro trágico da colisão. Investigações mostraram que Sastre havia consumido bebidas alcoólicas antes de dirigir.

Responsabilidade criminal e apelação

Os sete integrantes do júri popular determinaram a responsabilidade penal do empresário por homicídio qualificado e lesão corporal. A qualificadora de perigo comum foi reconhecida, uma vez que sua atitude colocou em risco a vida de outros motoristas e pedestres. O advogado de Sastre, Eugênio Malavasi, expressou descontentamento com a decisão, alegando que irá recorrer.

Ele afirmou: “A decisão contraria de forma manifesta a prova dos autos, e nós iremos, em grau de apelação, buscar a anulação deste júri.” O julgamento teve 11 testemunhas, incluindo agentes responsáveis pela ocorrência e um perito contratado pela defesa.

Critica à conduta policial

A conduta dos policiais que atenderam a ocorrência também foi questionada. O Ministério Público destacou que os agentes liberaram Sastre sem realizar o teste do bafômetro e o permitiram sair acompanhado da mãe. Esse fato gerou preocupações sobre a efetividade das investigações, dado que Sastre compareceu à delegacia apenas 36 horas após o acidente, levando à contestação sobre a apuração dos fatos.

Os policiais foram denunciados pelo crime de inobservância de lei, na modalidade de tolerância, segundo o Código Penal Militar, levantando debates sobre a responsabilidade das autoridades na condução de casos graves como este.

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