O maior roubo do mercado de criptomoedas
A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que culminou no desvio de 6,3 bilhões de dólares, aproximadamente R$ 34 bilhões. Este incidente, ocorrido em 29 de outubro de 2026, é considerado o maior roubo já registrado na história das criptomoedas.
O impacto do ataque é sentido em todo o setor, resultando em uma acentuada queda nos preços das principais moedas digitais na manhã seguinte. Preocupada com a segurança, a Binance suspendeu temporariamente os saques, embora tenha garantido que os depósitos dos clientes estão seguros e que a empresa assumirá integralmente as perdas decorrentes da invasão.
Sobre a Binance e seu crescimento
Fundada em 2017 em Xangai, na China, a Binance revolucionou o mercado oferecendo serviços de compra, venda e armazenamento de criptomoedas, como Bitcoin. Em seu relatório anual de 2025, a corretora afirmou ter 335 milhões de usuários cadastrados e gerenciar cerca de 162,8 bilhões de dólares (R$ 879 bilhões) em ativos digitais.
Investigação e suspeitas de hackers norte-coreanos
As empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, que se especializam em rastreamento de transações digitais, sugerem que os hackers podem estar associados à Coreia do Norte. A Binance, entretanto, ainda não confirmou oficialmente a identidade dos criminosos. A investigação preliminar revelou que os atacantes conseguiram acessar o sistema da corretora, potencialmente por meio do computador de um engenheiro comprometido.
Recuperação e bloqueio de ativos
Atualmente, cerca de 3 bilhões de dólares (R$ 16,2 bilhões) em criptomoedas roubadas foram localizados, com colaboração de outras empresas do setor para bloquear parte dos valores. A Tether, por exemplo, conseguiu congelar quase 1,57 bilhão de dólares (R$ 8,5 bilhões), enquanto a Circle e a Ripple também participaram das ações, bloqueando valores significativos.
Garantias da Binance e próximos passos
A Binance reafirmou que os depósitos dos usuários não foram afetados e que utilizará seus próprios recursos, incluindo um fundo de emergência de aproximadamente 1 bilhão de dólares (R$ 5,4 bilhões) destinado a cobrir falhas de segurança.
Apesar desse fundo ser inferior ao montante total roubado, a empresa demonstrou comprometimento em buscar outros recursos para garantir a restituição. O copresidente-executivo, Richard Teng, assegurou que a segurança dos fundos dos clientes é a prioridade da empresa e exortou a confiança do público.
Os saques podem ser retomados nas próximas 45 horas, mas até lá, os usuários estão temporariamente impedidos de acessar seus ativos na plataforma.

