Na noite desta quarta-feira (7), um incêndio de grandes proporções ocorreu em um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), levantando questões sobre as suas causas e responsabilidades. As reações nas redes sociais não demoraram a surgir, com alguns usuários associando o incidente a uma suposta ação deliberada de estudantes de ideologia de direita. No entanto, o deputado eleito Thiago Medina (PL-PE), em entrevista à CNN, contestou essa associação.
Em sua fala ao programa Bastidores CNN na quinta-feira (8), Medina pontuou que no dia anterior ao incêndio, ele havia lançado um vídeo convocando a formação de grupos no WhatsApp destinados a universitários que se opõem ao governo federal. Ele advertiu que “a esquerda está utilizando a estrutura das universidades, os diretórios acadêmicos, para fazer campanha pró-Lula” e, diante disso, o movimento da direita se mobiliza.
“Se eles podem fazer, a gente também pode fazer,” afirmou, sem hesitações. Segundo o deputado, seu movimento culminou na criação de mais de cinco grupos, cada um com cerca de mil participantes. Medina rejeitou veementemente qualquer relação entre sua convocação e o incêndio, argumentando que, na mesma semana do evento, outros incêndios já haviam acontecido na UFPE e que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) atribuiu as causas a um problema técnico com um ar-condicionado antigo.
Medina também mencionou que a escassez financeira enfrentada pela UFPE é resultado de cortes de repasses feitos pelo governo federal liderado por Lula. Ele destacou que muitas postagens da instituição confirmam a falta de recursos, diretamente associada às decisões do governo. Este cenário levanta um debate importante sobre os impactos das políticas governamentais na infraestrutura e operações das universidades federais.
O cenário político se torna ainda mais complexo quando Medina fala sobre informações que alguns políticos, como Jones Manoel (PSOL-PE), Rosa Amorim (PT-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), teriam compartilhado a respeito do incêndio, informações estas que ele considerou enganosas. Ele declarou ter recebido provas de que estudantes estariam disseminando declarações falsas com a intenção de prejudicar a imagem da oposição durante o período eleitoral, afirmando: “Eles estão desesperados.”
Medina, que iniciou sua trajetória política como vereador em Recife e agora é deputado federal, enfatiza a insatisfação popular com as agendas políticas da esquerda, argumentando que o povo exige mudança e clareza em relação às questões econômicas. Para ele, a alta carga tributária e a insegurança pública são os principais pontos de descontentamento da população.
Quando questionado sobre as prioridades de seu mandato, Medina declarou que a segurança pública e a reforma tributária são suas principais pautas. “Estamos vivendo em uma prisão a céu aberto,” disse ele, expressando uma preocupação crescente com a atuação do crime organizado e a falta de resposta eficaz do governo federal.
Além disso, ele ressaltou que importantes entidades, como a FIEPE e a FIESP, já se manifestaram contra as propostas de reforma tributária, reforçando a necessidade de uma revisão que não penalize as empresas. “Essas duas pautas serão as principais: segurança e uma reforma tributária justa,” concluiu Medina, apontando um caminho claro que pretende seguir durante seu mandato no Congresso.

