Por: Maria Eduarda Sá
Cerca de mil trabalhadores da rede municipal de educação de Palmas participaram de uma manifestação na quarta-feira (7), em cobrança por direitos salariais, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho.
A manifestação teve início 7h30, na Avenida JK, com concentração no estacionamento do Colégio São Francisco.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), mais de 60 das 81 unidades de ensino aderiram integralmente à paralisação. Nas demais, a participação foi parcial.
A paralisação foi aprovada em assembleia geral realizada em 18 de setembro.
Durante a assembleia, trabalhadores relataram problemas no fornecimento de merenda, falta de materiais básicos, como papel e itens pedagógicos, e adiamento de avaliações.
Um professor afirmou ter comprado papel com recursos próprios para imprimir provas do 9º ano. Foram relatadas denúncias sobre pressão contra servidores para impedir a participação nas mobilizações e casos de assédio moral.
Entre as reivindicações estão melhorias na infraestrutura das escolas, medidas contra a terceirização na rede municipal, licença para capacitação, convocação de aprovados no cadastro de reserva e escolha de diretores escolares. A pauta inclui ainda a aplicação da Lei nº 15.326/2026, que reconhece os professores da educação infantil como integrantes da carreira do magistério público.
Representantes do Sintet defenderam o cumprimento do piso salarial do magistério na carreira. A administração municipal, por sua vez, informou que o piso foi incorporado à folha de pagamento em novembro de 2025, com impacto estimado em R$ 18 milhões por ano.
Em nota, a Prefeitura destacou as medidas adotadas pela gestão, como o reajuste salarial de 4,77% em 2026, a convocação de 104 aprovados e a regularização de direitos funcionais.
Também argumentou que a paralisação prejudica estudantes e famílias durante a reta final do ano letivo. Sobre o diálogo com os protestantes, declarou: “Permanece de portas abertas para a continuidade das negociações com a categoria”.
A gestão conta com o apoio de grande parte da população. Isso porque além da paralisação prejudicar as aulas, há uma lista de realizações da prefeitura como: reforma ou ampliação de mais de 15 escolas nos primeiros 500 dias, a oferta de 90 mil refeições diárias e a entrega de novos uniformes.
Na educação inclusiva, criou uma superintendência específica e iniciou as obras do CESI Sarah Gomes, com investimento de R$ 5,5 milhões para atender crianças neurodivergentes.
O ato foi encerrado na Câmara Municipal, mas não houve confirmação de um acordo após a mobilização.

