O cenário eleitoral no Brasil, a poucos dias da eleição, está se tornando cada vez mais tenso e competitivo. A recente pesquisa realizada pelo Instituto AtlasIntel revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para o primeiro turno, conquistando 45,3% do apoio dos eleitores. No entanto, a disputa no segundo turno apresenta um quadro bem mais apertado, onde Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão empatados tecnicamente, com uma leve vantagem para o senador de 0,1 ponto percentual.
Com uma amostra de 5.005 eleitores entrevistados em todo o país entre os dias 23 e 28 de setembro, a pesquisa apresenta uma margem de erro de 1 ponto percentual e um nível de confiança de 95%. Esses fatores tornam os dados bastante significativos para entender o estado atual da política brasileira.
No primeiro turno, além de Lula e Flávio Bolsonaro, outros candidatos como Renan Santos, do partido Missão, e Augusto Cury, do Avante, obtiveram 5,2% e 2,0% das intenções, respectivamente.
As intenções de voto para os demais candidatos foram discretas, com Ronaldo Caiado (PSD) marcando 1,8%, Zema (Novo) 0,9%, e outros somando apenas 0,5% das preferências. A pesquisa também registrou 0,9% de votos brancos ou nulos e 1,2% de indecisos.
Os dados são corroborados pela evolução temporal dos votos, que mostra uma clara divisão entre os eleitores de Lula e de Bolsonaro, e os fatores que determinam essa divisão são complexos, envolvendo tanto a ideologia política quanto as questões socioeconômicas em pauta.
O resultado do segundo turno demonstra a volatilidade do cenário político. Lula apresenta 47,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 47,7%, indicando uma corrida muito acirrada. Com 4,8% de votos em branco, nulos ou indecisos, a margem é tão estreita que qualquer mudança de percepção do eleitor poderá influenciar significativamente o resultado final.
Além desse cenário, o AtlasIntel também explorou outras combinações de segundo turno. Em um cenário contra Ronaldo Caiado, por exemplo, Lula possivelmente venceria com uma vantagem de 2,5 pontos; contra Romeu Zema, a vantagem ampliaria para 6,2 pontos; e contra Augusto Cury, a vantagem é ainda mais marcante, com 10,1 pontos. Por último, no confronto com Renan Santos, a vantagem de Lula chega a 17,5 pontos.
O desempenho do governo Lula também foi um ponto focal da pesquisa. Apesar de sua liderança nas intenções de voto, a avaliação do terceiro governo do presidente apresenta um paradoxo interessante. A desaprovação geral da administração é 53,6%, enquanto apenas 45,2% dos entrevistados a aprovam.
A pesquisa mostra que a avaliação da gestão é negativa: 50,8% a consideram ruim ou péssima, ao passo que apenas 40,2% a consideram ótima ou boa. A situação é complexa, com 9,0% dos entrevistados optando por uma avaliação regular.
Os dados indicam uma dissociação entre a aprovação do governo e as preferências eleitorais, sugerindo que, mesmo diante de desapontamentos acumulados em seu governo, Lula ainda mantém uma base de apoio considerável.
A pesquisa realizada foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-04391/2026 e ilustra a complexidade do atual ambiente político no Brasil. As intenções de voto e a avaliação da gestão fazem parte de um quadro dinâmico que pode mudar rapidamente, e as semanas que antecedem as eleições serão cruciais para definir o futuro do país. A análise desses números é fundamental para entender as movimentações políticas e o clima eleitoral que permeia a nação brasileira.

