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Rejeição a Lula é maior que aprovação às vésperas das eleições

Uma pesquisa realizada pela Futura/100% Cidades, divulgada no dia 11 de agosto de 2023, trouxe à tona dados alarmantes para a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com as eleições se aproximando, a desaprovação ao presidente alcançou 49,9%, superando a sua taxa de aprovação que é de 47,3%. Esta informação é o reflexo de um cenário político dividido, onde 43% dos entrevistados avaliaram o governo Lula como ruim ou péssimo.

O levantamento, que contou com a participação de 2.000 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 7 de agosto, foi realizado por meio de entrevistas telefônicas em 690 cidades brasileiras. Segundo a pesquisa, a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, proporcionando uma confiança de 95%. O registro da pesquisa foi feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08109/2026.

Apesar das taxas de desaprovação, Lula ainda lidera a intenção de voto para o primeiro turno, com 38,8% contra 34,1% de Flávio Bolsonaro, seu principal adversário. Outros candidatos, como Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, aparecem com índices significativamente inferiores, registrando 5,9% e 3,6%, respectivamente.

Entretanto, essa vantagem de Lula não é suficiente para mascarar a sua forte rejeição. Ao serem questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, 45,9% dos entrevistados indicaram Lula, enquanto Flávio Bolsonaro teve uma rejeição ligeiramente maior, de 47,1%. Esta resistência pode indicar uma polarização crescente entre os principais candidatos, onde o eleitorado expressa uma clara aversão a ambos.

A avaliação geral do governo Lula também está longe de ser favorável. Com 43% dos entrevistados considerando sua administração ruim ou péssima, outros 39,5% o avaliaram como regular, e apenas 17,1% o classificaram como ótimo ou bom. Essa análise revela um desencanto generalizado, sugerindo que o governo Lula enfrenta desafios significativos para conquistar a confiança do eleitorado.

O diretor técnico da Futura, José Orrico, observou que enquanto Lula demonstra uma recuperação gradual em suas intenções de votos, Flávio Bolsonaro mantém um eleitorado consolidado. A necessidade de um terceiro candidato que possa efetivamente mudar o cenário eleitoral atual ainda não se concretizou, conforme indicado pela pesquisa.

Com as eleições se aproximando, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro devem intensificar suas campanhas para conquistar não apenas os votos, mas também a confiança dos eleitores, que, neste momento, parece resilientemente dividida. Esta pesquisa serve como um importante termômetro para o cenário político brasileiro, refletindo um clima eleitoral tenso e incerto a oito semanas do primeiro turno.

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