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Tarifaço: assim como o Pix, etanol é alvo de protecionismo dos EUA

Setor ficou de fora da lista de isenções e será impactado por nova taxa de 25%; os dois países travam disputa histórica pelo mercado do biocombustível.

O etanol brasileiro é um dos setores mais afetados pelo novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Embora Washington justifique a punição com base em barreiras comerciais e regulatórias adotadas pelo Brasil, especialistas avaliam que a decisão tem forte viés protecionista, desenhada para blindar os produtores norte-americanos em um mercado altamente estratégico.

Na última quarta-feira (15/7), a Casa Branca oficializou o relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) determinando a aplicação de uma sobretaxa de 25% a milhares de produtos nacionais. De acordo com o órgão americano, a medida visa pressionar o governo brasileiro a reverter práticas comerciais consideradas desleais e que oneram as empresas e os investidores estadunidenses.

Ao não ser incluído na seleta lista de exceções econômicas da Casa Branca — que poupou commodities como café e carne bovina —, o biocombustível brasileiro perde competitividade direta para o etanol de milho produzido nos EUA, acirrando a guerra comercial entre as duas maiores potências do setor.

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