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Bolsonaro: Defesa Pede Prisão domiciliar por Saúde e Cuidados

 

Contexto do Novo Pedido de Prisão Domiciliar da Defesa de Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar, justificando a solicitação com base em sua saúde delicada e na necessidade de cuidados contínuos. A movimentação ocorre em um cenário de intensificação das investigações que miram o ex-mandatário, elevando as preocupações com uma possível decretação de prisão preventiva. Este pedido estratégico surge como uma antecipação a eventuais decisões judiciais adversas, buscando assegurar um regime de cumprimento de pena ou custódia mais brando e adequado às suas condições físicas, caso haja uma ordem de detenção.

Os advogados de Bolsonaro argumentam que o ex-presidente apresenta uma “vulnerabilidade clínica permanente”, condição que o tornaria especialmente suscetível a riscos em um ambiente prisional convencional. A defesa faz menção explícita à impossibilidade de “contar com a sorte” em caso de encarceramento, sublinhando a gravidade de seu quadro de saúde. Desde o atentado a faca em 2018, Bolsonaro passou por diversas intervenções cirúrgicas e tratamentos, incluindo questões relacionadas a aderências abdominais e hérnias, que demandam vigilância constante e, por vezes, atendimento médico especializado de urgência.

Este novo pleito não é isolado, mas se insere em um contexto mais amplo de embates jurídicos e estratégias defensivas. Diversos inquéritos, como os que apuram os atos de 8 de janeiro, a suposta fraude em cartões de vacinação e a tentativa de golpe de Estado, avançam em diferentes esferas do Judiciário. A iminência de um decreto de prisão preventiva, ventilada em setores da imprensa e do próprio meio jurídico, impulsiona a defesa a buscar alternativas que mitiguem o impacto de uma eventual privação de liberdade, priorizando a saúde do cliente como argumento central para um tratamento diferenciado.

A solicitação de prisão domiciliar busca, em essência, permitir que Bolsonaro cumpra qualquer medida cautelar ou pena em sua residência, sob monitoramento eletrônico, se for o caso. Tal modalidade de custódia garantiria acesso mais facilitado a equipes médicas e a um ambiente considerado mais seguro e propício para o manejo de suas condições crônicas, em contraste com a infraestrutura e os recursos de um presídio comum. A argumentação foca na humanização da pena, dada a complexidade de seu histórico clínico e a necessidade de acompanhamento que, segundo os defensores, não seria plenamente suprida pelo sistema carcerário, colocando sua vida em risco.

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