O candidato à presidência, Ronaldo Caiado, do PSD, endereçou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, dia 25 de agosto de 2026. Ele busca a derrubada do sigilo de investigações relevantes, como os escândalos relacionados ao INSS e ao Banco Master. Em uma sabatina no Jornal Nacional, Caiado enfatizou a importância de se evitar “surpresas” nas eleições, levantando a necessidade de transparência nas apurações.
Caiado trouxe à tona casos que têm gerado repercussão política significativa. Entre eles, os desvios no INSS e as fraudes relacionadas ao Banco Master, além da operação Carbono Oculto, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
O ex-governador de Goiás tem utilizado esses escândalos como armas políticas, especialmente contra Flávio Bolsonaro, seu principal oponente. Ele menciona a relação de Flávio com Daniel Vorcaro, um ex-banqueiro que recebeu uma solicitação do senador para financiar o filme Dark Horse. Caiado critica a postura de Flávio e sugere que ele apresenta uma “surpresinha” diferente a cada dia.
A investigação do INSS é outro ponto crucial nas estratégias de ataque de Caiado, cujo objetivo é comprometer a imagem do ex-presidente Lula, especialmente vinculado ao seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A relação suspeita de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger é um dos focos das apurações, apontando uma possível facilitação de contratos entre empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e órgãos do governo federal.
A Polícia Federal já havia identificado um esquema de descontos indevidos na folha de pagamentos de aposentados, o que aumentou a pressão sobre o governo Lula e evidenciou a importância da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS que, mesmo após várias investigações, não gerou um parecer final. O relator Alfredo Gaspar chegou a solicitar o indiciamento de Lulinha, mas a comissão enfrentou barreiras legais e políticas.
Caiado também defendeu a proposta de anistiar os condenados pelo ocorrido em 8 de janeiro como uma medida necessária para pacificar o país. Ele argumenta que a polarização política entre figuras como Lula e Flávio Bolsonaro tem gerado um clima hostil que prejudica a governabilidade. O ex-governador expressou sua intenção de propor uma anistia “ampla, geral e irrestrita” ao Congresso, comparando sua proposta à anistia que Lula recebeu no passado, após diversos escândalos de corrupção.
Ele enfatizou que tal medida visa reduzir a polarização entre adversários políticos, promovendo um ambiente mais harmonioso para o país. As repercussões de suas declarações serão acompanhadas de perto, à medida que as eleições se aproximam e as tensões políticas aumentam.