Rogério Marinho, líder da oposição e candidato à presidência do Senado, fez declarações significativas sobre a recente saída do ex-presidenciável Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Em seus comentários, Marinho ressaltou que Flávio tomou uma “decisão difícil” ao deixar o Brasil com sua família com destino a Miami, e criticou a ação da Polícia Federal que resultou em sua intimação para entrega de passaportes, qualificando-a como uma medida desproporcional e parte de um processo “enviesado” no Supremo Tribunal Federal.
No entanto, em um contraste notável, Marinho também afirmou a jornalistas que não apoia as alegações de Flávio sobre fraude durante o segundo turno da eleição, explicando que não possui como substanciar tais afirmações. A saída de Flávio Bolsonaro para o exterior coloca uma nova dinâmica na disputa pela presidência do Senado, que atualmente é ocupada por Davi Alcolumbre, que busca se reeleger. Marinho enfrenta o desafio de unir o apoio do bolsonarismo enquanto também busca o suporte de partidos do Centrão, que tendem a ser menos radicais.
Marinho assegurou que sua surpresa com a saída de Flávio foi igual à de muitos brasileiros, mas revelou que desde então tem mantido comunicação frequente com ele por telefone. Quando questionado sobre a possibilidade de Flávio exercer influência de fora do país, Marinho enfatizou que ele conduzirá sua candidatura de maneira independente, observando que sua articulação para a presidência do Senado evoluiu após o PL conquistar um grande número de cadeiras na eleição, totalizando 29 a partir de 2027.
Marinho também reconheceu que, se for eleito para a posição mais influente do Legislativo, buscará avançar pautas que Flávio defendia durante sua campanha presidencial. Entre esses tópicos estão a revisão da reforma tributária, a implementação de uma reforma administrativa, o fortalecimento de freios e contrapesos sobre o Supremo, a reestruturação do equilíbrio entre os Poderes, a eliminação da reeleição para o presidente da República, a inviolabilidade do mandato parlamentar, o fim do foro privilegiado e a anistia aos condenados por suas ações durante os atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

