No dia 1º de setembro de 2026, os candidatos ao governo do Distrito Federal participaram do segundo debate eleitoral, com foco em pautas essenciais como saúde, educação e a crise do Banco de Brasília (BRB). O evento, promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília, contou com a presença de seis postulantes ao Palácio do Buriti: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).
O debate foi estruturado em quatro blocos distintos. O primeiro consistiu na resposta a perguntas formuladas por jornalistas do Correio Braziliense, enquanto os demais blocos permitiram a formulação de perguntas entre os candidatos. No último bloco, cada um teve um minuto e meio para apresentar considerações finais, o que trouxe à tona debates acalorados e divergências de posicionamento.
Desde o início do debate, as trocas de acusações foram intensas, especialmente entre Celina Leão e Ricardo Cappelli. Celina, que busca a reeleição, se defendeu das críticas dizendo que estava sendo alvo de um “caça à leoa”, destacando sua experiência na gestão do governo interino após a saída de Ibaneis. Ela acusou Cappelli de ser um “bobo da corte do 8 de janeiro”, referindo-se a seu papel como interventor federal na Segurança Pública após os atos golpistas de 2023.
Por sua vez, Cappelli usou o direito de resposta para criticar a atual administração e desafiou Celina a conhecer a realidade dos transportes públicos no DF.
Os candidatos discutiram questões cruciais, como a crise de saúde no DF. Paula Belmonte, por exemplo, enfatizou suas experiências de gestão e prometeu uma administração transparente e combativa contra a corrupção. Sua crítica ao uso de celulares durante o debate demonstrou a tensão entre as candidaturas.
Leandro Grass se posicionou sobre o Fundo Constitucional, enquanto Arruda evidenciou a necessidade de transparência na gestão do BRB, que, segundo ele, teria sofrido um “assalto” na gestão atual, afetando os recursos destinados aos serviços públicos essenciais.
As propostas dos candidatos se diversificaram, com Kiko Caputo defendendo a privatização de algumas instituições e a implementação de tecnologias na segurança pública. Já Celina Leão ressaltou as dificuldades enfrentadas durante a pandemia e os desafios do transporte público, incluindo a proposta de “tarifa zero”.
Cappelli, ao se referir às filas na saúde, prometeu um programa intitulado “Fila Zero” para eliminar esperas por consultas e procedimentos médicos. O debate gerou uma troca acirrada entre os candidatos, que usaram seus tempos para reafirmar promessas e defender suas candidaturas.
O debate resultou em uma clara polarização entre os candidatos e destacou temas cruciais para a população do DF nas próximas eleições. Com a saúde e a educação no centro das discussões, os postulantes se posicionaram para conquistar a confiança dos eleitores em um momento determinado pela necessidade de ações efetivas e transparência na administração pública. Assim, este embate político certamente influenciará as escolhas dos eleitores até o dia das eleições.