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EUA bombardeiam Irã, e Teerã ameaça abandonar acordo e amplia ofensiva no Golfo

As forças dos Estados Unidos bombardearam o Irã nesta segunda-feira pelo segundo dia consecutivo, com o objetivo de impedir o país de controlar o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã anunciou ataques contra bases americanas em vários países do Golfo. A retomada das hostilidades no fim de semana e o anúncio iraniano de um novo fechamento do Estreito de Ormuz, via estratégica para o comércio mundial de combustíveis, provocaram um aumento de mais de 4% no preço do petróleo. Contexto: Após EUA atingirem 140 alvos no Irã, Teerã mira instalações americanas em países do Golfo, incluindo o Catar, mediador das negociações Entenda: EUA afirmam que Estreito de Ormuz segue ‘aberto a todas as embarcações’, apesar de Irã declará-lo fechado após ataques As forças americanas no Oriente Médio atingiram “sistemas iranianos de defesa aérea militar, unidades de radar na costa, capacidades de mísseis e drones e barcos pequenos”, ações que pretendem impedir a República Islâmica de bloquear a passagem pelo estreito.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, afirmou em vários comunicados divulgados pela agência de notícias oficial IRNA que atacou a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait. As Forças iranianas reivindicaram ainda ataques contra instalações americanas em Omã. O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que precisou responder a “objetos aéreos hostis” lançados contra seu território.

Irã divulga imagens de lançamentos de mísseis com mensagens contra alvos dos EUA no Golfo Segundo a imprensa iraniana, as ofensivas de domingo da República Islâmica também atingiram instalações militares americanas no Catar, na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. Os ataques foram lançados após uma ampla operação americana que, de acordo com Washington, atingiu cerca de 140 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de mísseis e drones, depósitos de munição, embarcações da Guarda Revolucionária e sistemas de defesa aérea. EUA e Irã assinaram em 17 de junho um protocolo de acordo que previa 60 dias de trégua para negociar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por um ataque israelense e americano contra o território iraniano.

Análise: Com parte da liderança morta na guerra, os linha-dura do Irã buscam preencher o vácuo para continuar a luta contra os EUA Apesar da retomada dos confrontos, o Irã afirmou nesta segunda-feira que continua mantendo conversas com mediadores do Catar, do Paquistão e de Omã para evitar uma nova escalada do conflito. — O papel dos mediadores é continuar seus esforços para evitar uma escalada das tensões – disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei. Veja: Irã declara Estreito de Ormuz fechado após disparo contra navio, e EUA lançam nova rodada de ataques Ao mesmo tempo, Teerã advertiu que deixará de cumprir o memorando de entendimento firmado com Washington caso os EUA não respeitem seus compromissos de encerrar a guerra.

— Sempre que a outra parte deixou de cumprir suas obrigações, nós também não cumprimos as nossas. Continuaremos a agir dessa forma — afirmou Baqaei em entrevista coletiva em Teerã. Os ataques entre os dois lados minam o protocolo de acordo para acabar com a guerra, que abalou a economia global.

Guerra no Oriente Médio: Após nova ameaça de Trump, Irã diz que ‘cumpriu sua palavra’ sobre cessar-fogo com os EUA A imprensa estatal iraniana relatou ataques americanos em áreas do sul e do oeste do Irã, incluindo a ilha de Qeshm e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz. Na cidade de Mahshahr, sudoeste do Irã, “uma pessoa foi martirizada e quatro ficaram feridas” no bombardeio americano, informou uma autoridade da província de Khuzestan, citada pela agência IRNA. O Irã condenou os bombardeios americanos em seu território e criticou Washington por “deixar sem efeito todos os esforços dos últimos meses” para restabelecer a paz na região, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

‘Assassinos desonrados’: Líder supremo do Irã promete ‘vingança’ em nome da nação na primeira mensagem desde o funeral do pai O aumento da tensão aconteceu após um ataque iraniano na madrugada de domingo contra o navio porta-contêineres M/V GFS Galaxy no Estreito de Ormuz. A embarcação sofreu danos e sua tripulação precisou abandoná-la. O episódio ocorreu horas depois de Teerã anunciar um novo fechamento da passagem marítima.

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os bombardeios americanos lançados no domingo tiveram como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações civis e comerciais que transitam pela região. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta semana que o cessar-fogo “acabou” devido aos ataques iranianos contra navios em Ormuz, por onde antes da guerra passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

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