O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), manifestou seu apoio ao ministro André Mendonça durante uma coletiva de imprensa em Manaus, na última sexta-feira, 11 de setembro de 2026.
Em suas declarações, Flávio defendeu que é crucial uma investigação ampla sobre o caso do Banco Master, afirmando que a transparência é essencial para a confiança pública.
“Mas o André Mendonça está certo, gente, ele está sendo juiz. (…) Investigar tudo, com transparência, mostra pra imprensa”, enfatizou Flávio. Sua apelação por um processo investigativo que abranja todos os aspectos do caso reflete não apenas um desejo de esclarecimento, mas também uma estratégia política em um momento crítico da corrida presidencial.
A declaração de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto mais amplo, com outros políticos como Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado também se manifestando sobre o caso Master. Tarcísio pediu que a transparência se estenda a todos os envolvidos na situação, mencionando que isso também se aplica diretamente a Flávio Bolsonaro.
Ronaldo Caiado, por sua vez, comentou que a quebra de sigilo revela escândalos que precisam ser analisados com rigor. Para ele, a situação não deve ser tratada com leniência, pois envolve questões de grande relevância para a sociedade.
Nassir a campnha de Flávio Bolsonaro, há uma tentativa de minimizar o impacto que a quebra de sigilo trouxe ao caso. Em resposta a perguntas da imprensa, o candidato evitou se aprofundar sobre o filme “Dark Horse”, no qual ele é mencionado em investigações que envolvem suposta prática de crimes relacionados ao financiamento do projeto.
Flávio declarou que “está tudo transparente” sobre o caso e tentou redirecionar as críticas para o ministro Flávio Dino. Ele afirmou que há documentos que indicam que a produtora do filme teria sido ameaçada por figuras associadas ao governo federal.
Em meio a essa turbulência, Flávio Bolsonaro também solicitou formalmente uma investigação contra Flávio Dino, classificando suas ações como tentativas de interferência nas eleições. “Estou pedindo que o Dino seja investigado formalmente nessa investigação, para que ele pare de tomar decisões tentando interferir nas Eleições”, declarou.
A aceitação do pedido de quebra de sigilo por parte do ministro André Mendonça na noite anterior reflete a sensibilidade e a complexidade do caso. O próprio Mendonça destacou que providências administrativas estão sendo tomadas para garantir que os detalhes do processo sejam disponibilizados às autoridades competentes.
O Supremo Tribunal Federal (STF), sob a presidência do ministro Edson Fachin, deverá examinar o caso nas próximas semanas, incluindo mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que são relevantes para a investigação.
Ademais, como parte das investigações, a Polícia Federal foi instruída a apurar surtos de possíveis crimes relacionados a Flávio Bolsonaro, como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Esses desdobramentos enfatizam a crescente necessidade de clareza e responsabilidade nas ações dos candidatos públicos, especialmente em tempos de intensa competição eleitoral.