A mais recente pesquisa BTG/Nexus revela uma dinâmica intrigante na corrida presidencial de 2026, mostrando como Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva se destacam em diferentes segmentos eleitorais. Cada candidato apresenta vantagens em grupos demográficos diversos, refletindo as variadas preferências e preocupações dos eleitores brasileiros.
Neste levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 19 de outubro, Flávio aparece com 46,5% das intenções de voto, enquanto Lula segue de perto com 45,9%. A pequena diferença sugere um embate acirrado, especialmente considerando a diversidade de apoio entre os grupos analisados.
Um dos contrastes mais marcantes observados na pesquisa é a divisão por gênero. Nas intenções de voto entre as mulheres, Lula se destaca com 52,6% enquanto Flávio registra 40,1%. As opções de voto branco ou nulo totalizam 3,7%, com 3,6% dos entrevistados sem resposta.
Nos homens, o cenário se inverte. Aqui, Flávio lidera com 53,7%, enquanto Lula conta com apenas 38,3%. Outros 5,8% indicam voto em branco ou nulo, e 2,2% não sabem ou não responderam.
A pesquisa também destaca as diferenças nas faixas etárias. Entre os jovens de 16 a 24 anos, Lula tem forte apoio com 52,8%, em contraste com os 36,2% de Flávio. Esta preferência pode ser atribuída a fatores como as políticas sociais promovidas por Lula ao longo de sua trajetória.
Entre os eleitores de 25 a 40 anos, Flávio supera Lula com 54,3% contra 39,6%. Na faixa dos 41 aos 59 anos, a disputa se equilibra: Lula aparece com 47,2% e Flávio com 45,9%. Para os eleitores acima de 60 anos, Lula também leva a melhor, com 48,5% das intenções, enquanto Flávio registra 42,6%.
As diferenças regionais revelam um cenário ainda mais complexo. No Nordeste, tradicionalmente um bastião do PT, Lula é amplamente favorecido, alcançando 66,2% contra apenas 27,9% de Flávio. Por sua vez, no Sul, a tendência é oposta: Flávio lidera com 61% das intenções, enquanto Lula empata com 31,4%.
Além disso, o senador apresenta vantagem no Norte/Centro-Oeste, com 56,8% contra 39,3% de Lula, e no Sudeste, onde Flávio obtém 49,2%, em comparação aos 40,8% do presidente.
A pesquisa revela também como a escolaridade influencia as escolhas eleitorais. Entre os eleitores com ensino fundamental, Lula está à frente com 53,2% ante 36,3% de Flávio. Em contraste, entre aqueles com ensino médio, Flávio obteve 51% e Lula, 45%. No nível superior, Flávio alcança 53,4%, enquanto Lula tem apenas 37,1%.
A renda é outro fator determinante. Aqueles que recebem até um salário mínimo mostram forte apoio a Lula, com 59% contra 31,4% de Flávio. No entanto, entre os que recebem de dois a cinco salários, a realidade se inverte: Flávio tem 52% e Lula, 39,7%. Na faixa acima de cinco salários mínimos, Flávio ainda se destaca com 56,9%.
A religião também desempenha um papel crucial. Entre os católicos, Lula tem 52,7% das intenções, enquanto Flávio marca 42,4%. Nos evangélicos, a tendência é inversa: Flávio lidera com 62,1%, em contraste com os 31,6% de Lula. Além disso, Lula obtém mais apoio entre os que se declaram sem religião, com 50% de intenções de voto, em comparação aos 32,7% de Flávio.
Os insights da pesquisa revelam uma eleição marcada por divisões distintas e acentuadas, refletindo a complexidade do eleitorado brasileiro. Nos votos válidos, Flávio apresenta 50,3% e Lula, 49,7%, indicando um empate técnico, de acordo com a Nexus.
Essa 18ª rodada da pesquisa foi realizada entre 16 e 18 de outubro, contando com a participação de 2.002 eleitores, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04499/2026. Estas informações não apenas ilustram a corrida entre os candidatos, mas também indicam as respectivas bases de apoio que podem influenciar os rumos da política brasileira nos próximos meses.

