O Governo Federal tem adotado uma estratégia inovadora para a divulgação de programas sociais e ações da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enviando milhões de mensagens via WhatsApp. Essa prática, que utiliza o número registrado do GovBR, visa aumentar a visibilidade e a eficácia na comunicação com os cidadãos.
Embora os dados precisos sobre o número total de mensagens enviadas não sejam públicos, a estimativa é que, se apenas 10% dos 175 milhões de usuários da plataforma recebessem uma mensagem, isso resultaria em pelo menos 17,5 milhões de comunicações.
Um aspecto relevante a ser destacado é a legislação que rege as comunicações durante o período de defeso eleitoral, iniciado em 4 de julho de 2026 e que se estende até o segundo turno das eleições em 25 de outubro. Durante esse intervalo, há restrições nas comunicações de agentes públicos, porém as publicidades institucionais podem ser excepcionadas, desde que a Justiça Eleitoral reconheça a urgência e gravidade da necessidade pública.
Em uma delas, datada de 16 de outubro, o Governo alertava um beneficiário do programa Farmácia Popular sobre a falta de registros de retirada de medicamentos nos dois meses anteriores. Isso demonstra uma preocupação em manter os cidadãos informados e engajados com os serviços oferecidos pelo governo.
De acordo com informações do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), a instituição responsável pelo NotificaBR, as comunicações digitais via WhatsApp têm um custo que varia de R$ 0,0477 a R$ 0,0636 para mensagens de utilidade, enquanto mensagens classificadas como marketing custam R$ 0,5849 cada.
Se levarmos em conta o envio de mensagens a apenas 10% dos usuários do GovBR, os gastos com as comunicações podem ser significativos. A estimativa é que o governo teria desembolsado, no mínimo, R$ 834.750 para mensagens de utilidade, podendo chegar a R$ 10.235.750 se consideradas todas como marketing.

