A morte de um bebê de apenas 1 ano e 3 meses na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, noDistrito Federal, gerou uma onda de consternação na comunidade local e desencadeou uma investigação da Polícia Civil. O incidente aconteceu no último domingo, 25 de outubro de 2026, quando a criança foi levada à unidade com parada cardiorrespiratória.
Familiares da criança estão devastados e, de acordo com as informações preliminares, o estado em que o bebê chegou à UPA foi alarmante, levando os médicos a realizarem manobras de reanimação. Infelizmente, os esforços foram em vão e a criança não sobreviveu. O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) onde será submetido a uma autópsia para determinar a causa exata da morte.
Os investigadores estão explorando a possibilidade de que o bebê tenha sido vítima de maus-tratos. Relatos indicam que houve uma agressão anterior envolvendo a criança, que foi supostamente agredida com uma barra de ferro no início de outubro. A guarda da criança tinha sido retirada da mãe após essa agressão, mas a mulher recuperou a custódia pouco depois.
Essa dinâmica familiar complexa levanta questões sobre a supervisão e proteção da criança. A própria mãe, que a levou à UPA, e seu namorado já prestaram depoimento à polícia, mas até o momento, ninguém foi preso. A situação destaca a necessidade crítica de proteção e vigilância em casos onde sinais de abuso são evidentes.
Em um comunicado, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração das UPAs, reafirmou seu compromisso com uma assistência pública segura e humanizada. A equipe médica fez o possível para salvar a vida do bebê, o que demonstra a seriedade com que tratam de situações emergenciais nas unidades de saúde.
“O IgesDF informa que a paciente A.D.O. deu entrada na UPA em parada cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) realizadas, a criança não respondeu e o óbito foi constatado pela equipe médica”, diz a nota.
Este trágico evento não apenas provoca dor na família e na comunidade, mas também serve como um chamado à ação contra a violência infantil. Organizações e autoridades precisam unir esforços para garantir que crianças em situação vulnerável sejam protegidas contra abusos. Iniciativas de conscientização e educação são fundamentais para informar a população sobre os sinais de maus-tratos e como denunciar.
Conforme o inquérito avança, é crucial que as autoridades ajudem a garantir justiça para a criança e que essa tragédia leve a uma maior proteção às crianças em situação semelhante no futuro.

