O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, emitiu um posicionamento firme sobre a operação realizada pela Polícia Federal no dia 10 de setembro. Em meio ao contexto das eleições, Cavalcante minimizou o impacto da ação, afirmando que, na sua visão, ela não mudará o cenário eleitoral. Em sua análise, a operação é uma cortina de fumaça, guiada por razões políticas.
A operação, que teve como alvos figuras ligadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi autorizada pelo ministro Flávio Dino. O foco da investigação é o financiamento do filme Dark Horse, uma produção cinematográfica inspirada na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na esteira das declarações de Cavalcante, outros líderes do PL também se manifestaram, sustentando que a operação da PF representa uma forma de perseguição política. As redes sociais se tornaram um espaço fervilhante para a disseminação dessas ideias, onde apoiadores do PL reforçaram o discurso de que a ação é uma tentativa de desestabilizar suas candidaturas.
Conforme apurou o analista de Política da CNN, Pedro Venceslau, o argumento da motivação política foi uma linha comum nas falas dos bolsonaristas, que, embora utilizassem diferentes formas de expressão, convergiam na ideia de que o governo, representado por Flávio Dino, está realizando um ataque ao grupo político.
A Polícia Civil de São Paulo, parte do processo investigativo, enviou dados relevantes sobre a produtora do filme Dark Horse à PF, enquanto a Polícia Federal mantém a expectativa por mais informações para avançar nas investigações.
O advogado Fábio Wajngarten, que já teve uma carreira na Secretaria de Comunicação do governo Bolsonaro, também se posicionou publicamente. Em uma postagem na plataforma X, ele defendeu a empresária Karina Gama, dona da Go Up!, alegando que não houve irregularidades em suas ações. Wajngarten insinuou que Gama está enfrentando ameaças e constrangimentos, destacando o clima de tensão que a operação trouxe.
Após a revelação de que Karina Gama registrou uma denúncia em cartório, afirmando ter sido pressionada pela PF a realizar uma delação, Wajngarten expressou ainda mais preocupações, afirmando que as operações da polícia se tornaram instrumentos de campanha contra o PL.
De maneira geral, deputados do PL mantém a narrativa de que a operação é uma retaliação política e reiteram sua crença de que isso não afetará o resultado das próximas eleições. Cavalcante, de forma provocativa, comentou que o “vento” sopraria favoravelmente a Flávio Bolsonaro, aludindo a uma cobertura midiática que, segundo ele, favorece o ex-presidente em detrimento de Lula.
A situação exige atenção contínua, visto que as repercussões políticas e sociais desse caso podem influenciar diretamente o andamento do processo eleitoral e o clima político no próximo período.