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Reação bolsonarista nas redes sociais de Trump após reeleição de Lula

Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, os bolsonaristas mudaram sua abordagem e passaram a reagir principalmente nas redes sociais de Donald Trump, conforme indica um estudo da Ativaweb DataLab. Esse estudo evidencia uma diferença significativa em comparação com a derrota enfrentada por Jair Bolsonaro em 2022.

A pesquisa analisou mais de 1,2 milhão de menções, incluindo comentários e curtidas no Instagram e Facebook, bem como uma amostragem qualitativa em sete publicações de Trump, registradas em 29 de outubro. Os dados apontam que 34,1% das interações eram pedidos de socorro, sendo que 33,4% das curtidas envolviam esse tipo de apelo. A narrativa de fraude eleitoral e de ditadura correspondia a quase 8% dos comentários (9,2% das curtidas). Além disso, iscas de engajamento, como enquetes informais, representavam 7,4% dos comentários e foram responsáveis por 40% das curtidas.

Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab, destaca que essa mudança de protesto físico para engajamento nas redes indica uma continuidade da mobilização política entre os apoiadores de Bolsonaro. Segundo Maracajá, “a curtida funciona simbolicamente como voto”. O cientista de dados destaca que a interação nas redes não é um diálogo com Trump, mas uma contagem pública em que os apoiadores expressam a sensação de voto perdido nas urnas.

O relatório também sugere que a transformação do protesto físico em engajamento digital aponta para práticas de inautenticidade, como contas gerenciadas por inteligência artificial e quedas bruscas nas curtidas. Os bolsonaristas estão buscando uma pressão internacional para questionar a vitória de Lula, utilizando apelos como “SOS” e “Help”, o que indica uma falta de debate e uma tentativa de resgate de legitimidade de um contexto eleitoral que, segundo eles, foi desfavorável.

Esse fenômeno ilustra como o ativismo em rede está operando dentro de uma dinâmica global que contesta processos eleitorais e tenta instigar potências estrangeiras a interferirem nas democracias locais.

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