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Crise Política no Paraguai: Renúncias de Chefes de Gabinete e Interior em meio à Crise Bancária

No Paraguai, três figuras importantes do governo, o chefe do Gabinete Civil, Javier Giménez; o assessor jurídico da presidência, Roberto Moreno; e o ministro do Interior, Enrique Riera, apresentaram suas renúncias, as quais foram aceitas pelo presidente Santiago Peña. Esta decisão surge em meio a uma crescente crise desencadeada pelo fechamento do Ueno Bank, conforme foram divulgados decretos nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026.

Apesar das renúncias, Peña mantém-se formalmente no cargo, uma vez que o Congresso não aceitou sua renúncia proposta na quinta-feira, dia 5, durante discussões parlamentares que visavam iniciar um processo de impeachment contra o presidente.

A crise política paraguaia teve início na última terça-feira, 3 de novembro, quando o Banco Central do Paraguai (BCP) decidiu pela resolução ou fechamento do Ueno Bank. Este banco, que possui 2,9 milhões de clientes em um país com uma população de 6,1 milhões, recebeu significativos investimentos de entidades públicas durante a gestão de Peña.

Segundo o BCP, a solvência do banco caiu para menos de 50% do mínimo exigido, resultado de ajustes em suas demonstrações financeiras durante um processo de regularização. Essa situação alarmante contribuiu para a crescente insatisfação política e econômica no país.

Adicionalmente, o Senado do Paraguai iniciou nesta sexta-feira a segunda sessão de julgamento político contra Santiago Peña, com base no “mau desempenho de suas funções” ligado à sua associação com o Ueno Bank, cujos problemas financeiros geraram uma crise de confiança tanto no sistema financeiro quanto no governo.

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