Pesquisar

Eduardo Paes inicia campanha pelo segundo turno no Rio de Janeiro

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou oficialmente sua adesão a uma campanha que visa garantir um segundo turno nas eleições fluminenses. A ação, que conta com o apoio do partido PSD, ao qual Paes é filiado, está pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Paes argumentou a favor da vontade popular expressa nas urnas, afirmando: “O povo do Rio de Janeiro tem o direito de votar.” Atualmente, imagens de apoio e críticas à sua candidatura estão em destaque, já que ele ficou em segundo lugar na eleição, recebendo 564.215 votos a menos que Douglas Ruas, do PL, que alcançou a vitória em 4 de outubro.

O ex-prefeito, que é considerado favorito nas pesquisas de intenção de voto, busca reverter sua posição através dos tribunais, já que a ação legal também pode levar à convocação de uma eleição suplementar, com data marcada para 6 de dezembro. Paes lançou o “Exército do Dudu”, uma plataforma no WhatsApp inspirada no “Exército do Lula”, para ampliar a mobilização de seus apoiadores, na esperança de que a reeleição do presidente favoreça sua causa no STF.

Paes também expressou que decidiu esperar o resultado das eleições presidenciais antes de entrar em uma disputa mais acirrada pela questão do segundo turno no estado. Em suas declarações, explicou que a disputa judicial no Rio não deveria interferir nas eleições nacionais, priorizando a tranquilidade do processo democrático.

A principal argumentação de Paes em prol do segundo turno baseia-se na quantidade de votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), que totalizou 274.411 votos e não ter sido contabilizado adequadamente. Ele defende que esses votos não podem ser equiparados aos votos nulos, o que levou Douglas Ruas a declarar-se vencedor com 50,88% dos votos válidos. “Esses votos existiram. Por causa deles ninguém alcançou a maioria absoluta”, destacou Paes, sem desmerecer o papel da Justiça Eleitoral, mas reconhecendo a limitação das leis atuais.

Em contrapartida, Douglas Ruas, atual governador eleito, se manifestou criticando a campanha da oposição, descrevendo-a como uma “afronta à Justiça Eleitoral” e afirmando que as eleições estão concluidas em território nacional. O relator do caso no STF, ministro Cristiano Zanin, já solicitou manifestações do Tribunal Superior Eleitoral, da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República antes de tomar uma decisão quanto à ação proposta.

Mais recentes

Rolar para cima