Por: Maria Eduarda Sá
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), negou que tenha destinado R$ 112 milhões em emendas parlamentares ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) durante seu mandato.
Deflagrada quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas apura possíveis irregularidades envolvendo contratos administrativos e pagamentos por ordens bancárias e verbas indenizatórias a membros do tribunal. A informação sobre o repasse integra a investigação.
Segundo sua assessoria, a acusação é “plantada” por alguém de “má-fé” e o deputado pretende auditar os repasses para esclarecer a destinação dos recursos e a origem das informações.
“Essas informações são falsas, fantasiosas e estão sendo plantadas por alguém de má-fé, pois nunca houve tais emendas, nem individuais e nem de lideranças partidárias durante a sua gestão como presidente da Casa. Pretendemos fazer uma auditoria para investigar isso”, declarou em nota.
A operação levou à prisão preventiva do presidente do TCE do estado, Sérgio Ricardo, e de outros cinco investigados.
Medidas de afastamento contra conselheiros e servidores do órgão também foram determinadas pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ainda não há previsão para o início da auditoria nem definição do responsável pela análise das afirmações.

