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Ministro do Trabalho propõe ‘lista suja’ de empresas envolvidas em assédio eleitoral

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou que o governo federal está considerando a criação de uma “lista suja” para empresas que comprovadamente cometem assédio eleitoral, implicando em restrições no acesso ao crédito.

Durante uma coletiva de imprensa, Marinho explicou que essa lista visa aumentar a transparência e responsabilizar as empresas que praticam ilegalidades, destacando que a iniciativa irá permitir à sociedade conhecer quais empresas estão envolvidas em crimes contra os trabalhadores. “A lista é para que a gente possa mostrar para a sociedade que tem empresas cometendo ilegalidades de eventual crime contra o trabalhador”, afirmou o ministro.

As empresas que forem identificadas na lista suja enfrentarão sanções severas, que incluem a restrição de crédito. O ministro destacou que o Banco Central será notificado sobre as empresas listadas e, por sua vez, informará toda a rede financeira do país para que essas empresas fiquem sujeitas a restrições na obtenção de crédito público.

As denúncias de assédio eleitoral têm se concentrado em diferentes regiões do Brasil. Até o dia 29 de outubro, o estado de São Paulo, que é o maior colégio eleitoral do país, registrou 699 denúncias. Minas Gerais e Paraná aparecem em seguida, com 419 e 360 denúncias, respectivamente. No contexto do Nordeste, foram contabilizadas 750 denúncias, o que equivale a cerca de 20% do total, enquanto os três estados do Sul registraram 796 denúncias, representando 21,2% do total.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, assegurou que haverá uma resposta rápida e rigorosa para empregadores envolvidos nessas práticas. O ministro Marinho sublinhou que a ação do governo será firme, afirmando: “Se tiver mau empresário, terá a mão pesada do Estado.”

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