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Lula e Flávio reestruturam campanhas para evitar ‘flops’

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão passando por um processo de reavaliação estratégica para evitar os temidos eventos “flopados”, que se referem a mobilizações eleitorais com baixa adesão popular. Neste início de campanha, marcada por idas e vindas às bases eleitorais, ambos os candidatos estão focados em um planejamento meticuloso de suas agendas, a fim de garantir maior engajamento em seus próximos eventos.

Nas últimas semanas, Lula revisitou suas origens no ABC Paulista, enquanto Flávio permaneceu próximo ao legado de seu pai, fazendo aparições no Rio de Janeiro.

Essa dualidade no eixo da campanha reflete a necessidade de evitar constrangimentos que possam impactar negativamente a imagem dos candidatos. Durante a primeira semana de campanha, eles compartilharam a agenda em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, uma região estratégica para qualquer candidato.

Um profundo receio paira sobre as campanhas atuais: a possibilidade de realizar eventos esvaziados.

Essa preocupação é especialmente forte na base de Flávio Bolsonaro, que aposta em grandes mobilizações nos 30 dias finais de campanha, quando o entusiasmo do eleitorado tende a ser maior. Entretanto, antes desse período, a estratégia se concentra em eventos mais segmentados e abordagens digitais que servirão de pilares para a construção da narrativa da campanha.

Os deputados federais, que funcionam como cabos eleitorais essenciais, planejam concentrar seus principais eventos de rua em setembro, criando um cenário propício para potencializar a mensagem de Flávio no final do período eleitoral.

A equipe de Lula, por sua vez, está centrada na mobilização de movimentos sociais e líderes locais para assegurar um quórum expressivo em seus eventos. Um exemplo marcou a última sexta-feira, quando Lula optou pela tradicional Praça da Estação em Belo Horizonte para o seu primeiro comício da campanha, um espaço que historicamente já foi palco de manifestações da esquerda.

Para potencializar a presença no comício, os deputados que disputam a reeleição agendaram o lançamento de seus comitês entre quinta e sábado.

Essa estratégia visa concentrar as forças políticas na capital, atraindo assim seus grupos para o evento. Movimentos sociais, como sem-terra e grupos que lutam por moradia urbana, também se organizaram para enviar caravanas de diversas partes do estado, demonstrando uma mobilização contundente para apoiar Lula.

A linha de ação é clara: maximizar a mobilização para eventos abertos com a presença do presidente.

Para garantir um maior aproveitamento dos encontros, decidiu-se pela realização de eventos mais curtos, evitando o desgaste da militância, enquanto os discursos do presidente, que são considerados os momentos altos das mobilizações, terão um tempo mais robusto, variando entre 30 e 40 minutos, para assegurar que as mensagens de Lula sejam transmitidas de forma eficaz e impactante para os presentes.

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