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Michelle Bolsonaro protocoliza notícia-crime contra adversário

Michelle Bolsonaro, atual candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal, protocolou no dia 31 de agosto uma notícia-crime junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) contra seu rival na corrida eleitoral, Tiago Tarsis, do partido Agir. A acusação decorre de calúnia para fins eleitorais, uma ação que pode ter repercussões significativas no cenário eleitoral atual.

Na fundamentação de sua denúncia, Michelle destacou que Tiago Tarsis havia apresentado, em 27 de agosto, seis petições criminais contra ela e a outra candidata pelo PL, Bia Kicis. Segundo o documento, essas petições eram na verdade três pares idênticos, protocoladas em um intervalo de 19 horas e 20 minutos, contendo os mesmos fatos, pedidos e anexos, despertando a suspeita de manobra orquestrada.

A defesa de Michelle também levou em conta que em cada par de petições, a mesma solicitação foi apresentada duas vezes.

Essa duplicidade foi posteriormente identificada pela Justiça Eleitoral, levantando questionamentos sobre a validade e o intuito das ações de Tarsis.

Tarsis, por sua vez, ao tentar legitimar suas ações, requereu a suspensão de diversas atividades de campanha de Michelle. Isso incluía a participação dela em debates, concessão de entrevistas e publicação de conteúdos eleitorais, alegando irregularidades nas atas do PL. Além disso, ele pediu medidas extremas como a quebra de sigilos telefonicamente, telemático e de geolocalização e anulação de sua candidatura.

Em reação a essas movimentações, a defesa de Michelle na notícia-crime solicita a certificação dos horários e condições dos protocolos apresentados, além do reconhecimento da identidade entre as petições duplicadas.

É ainda exigida a preservação de publicações pertinentes feitas na imprensa e uma investigação sobre quem teria validado as alterações nos novos protocolos.

O comunicado da defesa enfatiza que, ao contrário das ações propostas contra Michelle, a notícia-crime em questão não restringe a campanha de Tiago Társis de forma alguma. De acordo com os advogados, a apresentação da ação não implica em condenação antecipada, ficando a cargo do MPE examinar as provas apresentadas e decidir se existe justificativa para a abertura de uma investigação.

A assessoria de Michelle anunciou que a equipe jurídica da candidata também se prepara para protocolar uma representação no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB do Distrito Federal contra o advogado de Tiago, que é responsável pela assinatura de cinco das seis petições. Essa nova ação busca avaliar a ética da conduta desse profissional em relação aos procedimentos legais envolvidos.

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