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Operação da Interpol encontra delegacia da PF falsa usada por golpistas em Essuatíni

A Operação First Light, conduzida pela Interpol entre janeiro e abril deste ano, revelou que cibercriminosos sediados no país africano de Essuatíni se passavam por agentes da Polícia Federal para aplicar golpes em brasileiros. O caso foi divulgado pela Interpol na última quinta-feira. Brasil: Polícia indicia pai que chutou filha de 3 anos no Paraná Leia mais: Dois homens são presos por furto de 74 aparelhos de ar-condicionado de empresa no Espírito Santo Em Essuatíni, policiais prenderam 82 países e desmantelaram um rede criminosos associada a plataformas de apostas ilegais, lavagem de dinheiro e golpes.

As autoridades apreenderam 240 aparelhos eletrônicos e uma réplica de uma delegacia brasileira. No local, uniformes falsos de agentes da PF foram encontrados. Segundo a Interpol, os criminosos se passavam por policiais federais em videochamadas e enganavam as vítimas para que transferissem valores sob o argumento de que ficariam “sob proteção”.

O dinheiro era, então, roubado. Operações similares nesses quatro primeiros meses do ano também desmantelaram redes criminosas em países como Tailândia, China e Palau. No total, a operação prendeu 5.800 pessoas e congelou U$ 293 milhões de criminosos envolvidos em diferentes esquemas de engenharia social em 97 países.

Não é a primeira vez que uma falsa delegacia brasileira é encontrada em um país estrangeiro para aplicar golpes. Em março deste ano, o Exército tailandês revelou ter descoberto uma central de golpes em uma área de O’Smach, no Camboja, conquistada pelas forças da Tailândia durante confrontos na fronteira no ano passado. Além da delegacia falsa brasileira, existiam trambém versões que miravam vítimas na Austrália, Canadá e Índia.

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