O presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é um “motivo de orgulho para todos nós no Brasil” e que a história do ex-líder do governo no Senado é de “dignidade e honestidade”. Wagner foi alvo de buscas em 18 de junho em uma fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apura se o senador atuou a favor dos interesses do Banco Master, de Daniel Vorcaro, no Congresso, em troca de “vantagens indevidas”. Quaest: Envolvimento de Wagner no Master atrapalha campanha de Lula Caso Master: Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero — Tem um homem na Bahia que é motivo de orgulho para todos nós no Brasil inteiro, e esse homem é Jaques Wagner.
Ele tem história e a história dele é de dignidade e honestidade — afirmou Edinho durante o lançamento nacional dos Comitês Populares de Luta, em Salvador (BA). A declaração reafirma o apoio público de integrantes do partido a Wagner após a ação da PF. À época, Edinho saiu em defesa do senador afirmando que ele seria “depositário” de toda confiança e o PT da Bahia também reafirmou “total e plena confiança”.
Ao atingir o então líder do governo no Senado, a ação da PF empurrou o PT e o Palácio do Planalto para dentro do escândalo envolvendo as fraudes de Daniel Vorcaro. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, para 43% dos entrevistados, o caso de Jaques Wagner com o Master é uma “questão institucional do governo Lula”, enquanto 35% consideram ser “uma questão pessoal” do senador. Nesta pergunta, 22% não souberam ou não responderam.
A sondagem expõe também que seis em cada dez brasileiros (61%) acredita que Wagner agiu de forma errada no caso Master. Apenas 11% afirmaram à Quaest que “não houve nada de errado” no caso, e 28 não souberam ou não responderam. O levantamento aponta ainda que 62% do eleitorado vê impactos negativas da investigação contra Jaques Wagner para a campanha de Lula à reeleição — 37% apontam que o caso impacta “muito negativamente”, enquanto 25% citam impacto negativo, “mas só um pouco”.
Outros 22% afirmam que a apuração da PF “não impacta negativamente”. Na segmentação da pergunta por posicionamento político, a maioria dos lulistas (54%) distancia a apuração do governo e aponta ser uma questão pessoal de Jaques Wagner, e seis em cada dez direitistas (62%) e bolsonaristas (62%) apontam o elo institucional no caso. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
O Genial/Quaest fez entrevistas com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, de 10 a 13 de julho, pelo país. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%.