A recente vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está provocando movimentações significativas no cenário político do Rio de Janeiro. André Ceciliano, deputado estadual reeleito pelo PT, retoma suas articulações para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Essa candidatura já fazia parte de seus planos, mas havia sido colocada em segundo plano durante a campanha eleitoral, principalmente após a eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo do estado.
Com a nova configuração política em Brasília, Ceciliano voltou a intensificar suas conversas e alianças. Um dos seus principais aliados nessa disputa é o vice-presidente do PT, Washington Quaquá. Os dois superaram desavenças do passado e agora trabalham juntos em unificação de esforços. Quaquá já presidiu a Alerj de 2017 a 2023 e se destaca por sua habilidade em construir diálogos e articulações dentro da Casa, além de ter boa relação com diferentes correntes políticas.
Por outro lado, o PL, com a inesperada vitória ao governo e a ampliação de sua bancada de 17 para 21 deputados, também busca se fortalecer para manter o comando da Alerj com a saída de Douglas Ruas, que se dirige ao Palácio Guanabara. Um nome forte na corrida pela presidência é o atual vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli, que assumiu o cargo durante o afastamento de Rodrigo Bacellar (União). O afastamento de Bacellar ocorreu em dezembro de 2025, quando ele foi preso pela Polícia Federal, e culminou com a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março de 2026.
Além disso, nomes do Centrão estão atentos à situação, buscando oportunidades no cenário em evolução. Esses parlamentares, apesar do caráter neutro de seus partidos, apoiaram Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro durante a campanha e, portanto, ainda podem considerar uma aliança com o PL na próxima eleição da Alerj, caso surjam oportunidades viáveis para uma candidatura própria almejando o apoio ao futuro governo.

