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Defesa de Bolsonaro diz ao STF que pistola Glock apontada como não localizada pelo Exército está com Polícia Civil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a pistola Glock calibre 9 mm apontada pelo Exército como não localizada está, na realidade, apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no âmbito do inquérito que investiga a arma encontrada com um sargento da segurança de Bolsonaro durante uma abordagem policial. Segundo os advogados, houve apenas uma divergência na identificação do número de série do armamento. A manifestação foi protocolada nesta terça-feira após o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informar ao STF que duas armas relacionadas por Moraes — a pistola Glock e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12 — não estavam sob custódia da unidade militar, embora os demais armamentos já tivessem sido entregues à Polícia Federal.  Na petição, a defesa afirma que a pistola Glock de número de série BDFW477 é o mesmo armamento atualmente acautelado pela Polícia Civil no inquérito sobre a arma apreendida na blitz, mas que, nos registros da investigação, aparece identificada de forma diferente.

Segundo os advogados, a diferença decorre apenas de uma divergência na grafia do número de série. A petição foi apresentada em resposta ao ofício encaminhado pelo Exército ao Supremo após decisão de Moraes determinando o recolhimento das armas vinculadas ao ex-presidente. O ministro havia ordenado que o Batalhão de Polícia do Exército entregasse à Polícia Federal os armamentos que permaneciam sob sua guarda e cobrara informações sobre o cumprimento da medida.  A situação da espingarda Maestro Arms Company calibre 12 já havia sido esclarecida pela defesa em manifestação apresentada na segunda-feira.

Os advogados informaram que o armamento se encontrava no Rio Grande do Sul, razão pela qual não estava sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.

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