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Pane mecânica, fuga com família e sinal falso: saiba como foi a captura de piloto de avião com 300 kg de cocaína

Apontado como piloto de uma aeronave monomotor que transportava cerca de 300 kg de cocaína, Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, foi capturado pela Polícia Militar de Goiás após as autoridades tomarem conhecimento de um sinal que familiares pretendiam usar para regatá-lo, na zona rural de Itarumã na região sudoeste de Goiás. O caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira. Brasil: Polícia Federal faz operação contra médicos suspeitos de usarem ‘laranjas’ no Enamed Leia mais: Homem morre com sintomas respiratórios após vazamento de gás que intoxicou 149 no AM; secretaria não vê ‘relação direta’ O avião que Ferri pilotava fez pouso forçado próximo a uma fazenda após o monomotor apresentar uma pane mecânica, segundo a Polícia Militar.

A aeronave pegou fogo, e as autoridades suspeitam que o próprio piloto tenha provocado as chamas, como forma de destruir evidências. O carregamento da droga foi localizado em uma área de mata próxima de onde aconteceu o acidente. Ao longo das buscas, policiais militares encontraram o pai e a esposa do piloto, além de um amigo, em um carro numa estrada de terra próxima da rodovia GO-206.

O veículo foi abordado pelos agentes em um dos bloqueios estabelecidos pelo Comando de Operações de Divisas. O trio de Ribeirão Preto chamou a atenção dos policiais, que descobriram se tratar de parentes de Ferri. Ao serem interrogados, eles revelaram que tinham combinado de comparecer à região para resgatar o piloto, com quem mantinham contato por meio de um telefone via satélite.

Eles iriam piscar o farol do Ford Ka três vezes para sinalizar a Ferri que era seguro sair da mata e entrar no veículo. Com essa informação, os policiais optaram por se passarem pelos familiares do piloto e darem o sinal falso. — O pessoal nosso acompanhou, chegou ao local pré-estabelecido e fez conforme (os familiares e o piloto) haviam combinado.

Ele saiu do mato e aí as equipes procederam à abordagem —, disse o coronel Heber Souza Bastos, do 5° Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, ao canal TV Anhanguera. O coronel afirma ainda que o piloto disse ter sido contratado para fazer três viagens transportando drogas e que receberia R$ 70 mil por cada uma. A que terminou no pouso forçado desta quarta-feira era a última delas.

Em nota, a PM-GO afirma que o suspeito foi detido e “apresentava lesões compatíveis com os ferimentos sofridos em decorrência da queda da aeronave”. Os envolvidos foram levados à Polícia Federal de Jataí para a adoção das providências legais cabíveis.

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