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Cármen Lúcia defende liberdade de imprensa, mas jornalistas ficam sem perguntas em MT

Por : Maria Eduarda Sá  

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), visitou a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) nesta terça-feira (13) e defendeu a liberdade de imprensa e de expressão. 

“Não há possibilidade de nós termos uma democracia sem a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa”, declarou. 

Sobre os riscos da desinformação e sua influência na sociedade, afirmou: “Informação é poder. Eu escutei desde menina. E agora eu digo, desinformação também”. 

Ex-advogada de jornalistas e sindicatos da categoria, Cármen destacou o papel da comunicação na fiscalização do poder público e transparência das instituições. A defesa ocorre em um período eleitoral marcado por denúncias de censura e violência contra profissionais da imprensa, que enfrentam obstáculos para exercer a profissão. 

Porém, na visita, os jornalistas não conseguiram fazer perguntas à ministra, que não esclareceu as controvérsias envolvendo o STF. 

A situação contrasta diante da defesa da liberdade de imprensa feita por ela, mesmo não confirmando quem restringiu as perguntas.

Banco Master 

Em 15 de setembro, ocorreu a sessão extraordinária marcada por desavenças entre os ministros sobre a condução do caso Master. 

Com preocupação e vergonha com o atual desgaste da Corte, disse: “O Supremo Tribunal Federal provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias”.

Edson Fachin, presidente da Casa, solicitou à Polícia Federal informações sobre menções a ministros nas investigações do banco de Daniel Vorcaro. 

O pedido foi feito em outubro e a entrega do documento tem prazo até o início de novembro. 

No relatório foi indicado troca de mensagens com o ministro Alexandre de Moraes. Outros integrantes do Supremo, como André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, também foram relacionados ao banqueiro. As informações por si só, não comprovam irregularidades.

O episódio ampliou ainda mais a pressão por esclarecimentos do caso.

A ministra ainda afirmou que o preconceito e a misoginia continuam presentes na sociedade, apesar das garantias de igualdade previstas na Constituição. 

“Somos uma sociedade muito preconceituosa, machista, que a misoginia permeia todas as relações”, declarou. Ao abordar a violência contra mulheres, fez um apelo: “Parem de nos matar”.

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