O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) está se posicionando em relação ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Com 15 diretórios estaduais manifestando apoio a Flávio Bolsonaro, candidato do PL, a situação se desenha em favor da direita, já que este número representa mais da metade da representação do partido em todo o Brasil.
A decisão, no entanto, não se trata de um consenso absoluto dentro do MDB. A sigla optou por não fechar questão, o que significa que os diretórios têm liberdade para apoiar o candidato que julgarem ser mais adequado, conforme a deliberação da convenção partidária. Essa estratégia visa manter a unidade interna e respeitar as diferentes correntes de opinião dentro do partido.
O apoio ao candidato da direita tem como protagonistas os governadores Tarcísio Gomes de Freitas, de São Paulo, e Daniel Vilela, de Goiás, este último, o único emedebista a ser eleito nas disputas estaduais até o momento. A interação entre esses políticos é fundamental para a mobilização do MDB na capital paulista.
Fontes internas do partido afirmam que muitos integrantes desejam fazer gestos a Tarcísio, que é considerado um parceiro estratégico do MDB em São Paulo. Além disso, a influência do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também foi crucial para moldar a revisão do posicionamento da sigla nas eleições.
Entretanto, essa tendência de apoiar Flávio, reconhecida em alguns estados, não é unânime. No Pará e Alagoas, por exemplo, o MDB mantém alianças com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve continuá-las. Senadores eleitos e reeleitos como Helder Barbalho (PA), Eduardo Braga (AM) e Marcelo Castro (PI) estão à frente desse grupo que defende a permanência da colaboração com a ala progressista.
Com a questão definida, o anúncio oficial do posicionamento da sigla será feito pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que deve comunicar as decisões em uma coletiva de imprensa agendada para esta terça-feira, 13 de outubro. A expectativa é que Rossi aborde em detalhes as motivações e os contextos por trás da decisão do MDB de apoiar Flávio no segundo turno.
Essa movimentação político-partidária reflete a complexidade das alianças em um ano eleitoral marcado por disputas acirradas e polarização. O MDB, um dos partidos mais tradicionais do Brasil, busca administrar suas bases político-regionais enquanto se posiciona em um cenário onde o apoio a Flávio Bolsonaro também pode trazer consequências para a sua imagem e alinhamentos futuros.
Assim, à medida que as campanhas se intensificam, a sigla precisará equilibrar suas prioridades regionais com as necessidades de uma federação nacional, o que promete movimentar o tabuleiro político nas próximas semanas até o desfecho das eleições.

