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Conservadorismo no Brasil alcança nível recorde em 2026

O aumento do conservadorismo no Brasil

O índice de conservadorismo no Brasil, conforme o Índice de Conservadorismo de Costumes da Ipsos-Ipec, atingiu em 2026 o maior nível desde 2018, alcançando a marca de 0,680. Essa escala, que varia de 0 a 1, indica que quanto mais próximo do 1, mais conservador é o público, enquanto valores próximos de 0 refletem uma postura mais progressista.

Este levantamento, divulgado em 13 de outubro de 2026, examina a opinião de entrevistados sobre cinco temas cruciais: legalização do aborto, pena de morte, redução da maioridade penal, o casamento entre homossexuais e a pena de prisão perpétua para crimes hediondos.

Ao avaliar os dados históricos, em 2025 o índice registrava 0,652 e em 2018, o ano em que Jair Bolsonaro foi eleito, atingiu 0,689, o máximo até então. O segundo maior valor registrado na história foi 0,686, em 2016, também em um período de forte polarização política.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada com a participação de 2.000 pessoas oriundas de 130 municípios em todo o país, entre os dias 9 e 13 de setembro.

Com uma margem de erro de 2 pontos percentuais, o nível de confiança é de 95%.

Além dos cinco temas que compõem o índice, o instituto também abordou a questão do porte e da flexibilização de armas. Entretanto, esses tópicos não foram considerados no índice atual, uma vez que começaram a ser pesquisados apenas em 2023.

A influência da política no conservadorismo brasileiro

O cenário político brasileiro tem demonstrado uma crescente polarização, onde temas como pena de morte e legalização do aborto se tornaram extremamente divisivos. A alta do índice pode refletir um crescente apoio a posições conservadoras, especialmente em um contexto de debates intensos sobre moralidade e segurança pública, impulsionados por movimentações políticas recentes.

A pesquisa da Ipsos-Ipec ilustra não apenas uma mudança no panorama das opiniões, mas também pode indicar tendências futuras nas políticas públicas e nas próximas eleições, mostrando como a percepção dos valores de custo pode afetar a democracia no Brasil.

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